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Muito se fala sobre confiabilidade dos equipamentos. Que este indicador precisa ser bom, que ele indica alta performance…Mas a pergunta é: é claro para você o que é confiabilidade?

 

O que é Confiabilidade?

Segundo a norma NBR-5462, confiabilidade é a capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições especificadas, durante um dado intervalo de tempo. Ou seja, é o indicador que vai te mostrar qual a probabilidade do equipamento corresponder sua expectativa de funcionar quando assim você precisar. Quanto maior ele for menor a chance do equipamento quebrar.

Existem 3 curvas que caracterizam a confiabilidade de um equipamento. São elas:

Curvas de Confiabilidade

CURVA DE WEIBULL

Esta curva representa a confiabilidade de componentes mecânicos, tais como: rolamentos, eixos, mancais, acoplamentos dentre outros.

Cada componente possui a sua própria curva. Contudo pode se dizer que elas se assemelham a que está exemplificada logo abaixo.

O eixo Y representa a confiabilidade e o eixo Y o tempo. Conforme o tempo passa a confiabilidade dos componentes diminui.

CURVA LOG-NORMAL

Já a curva Log-Normal representa a confiabilidade dos equipamentos elétricos. Durante todo o seu período de utilização este indicador é 100% até que em determinado momento o componente falha.

Isto ocorre porque materiais elétricos sofrem micro corrosões muitas vezes impossíveis de monitorar. Com isso é fácil encontrar uma gama considerável de componentes elétricos em estoque que irão facilitar a substituição caso a máquina pare repentinamente.

CURVA DA BANHEIRA

A Curva da Banheira representa o equipamento. Ou seja, a soma das anteriores gera esta.

Esta última é dividida em 3 partes. Mortalidade infantil, vida útil e período de desgaste.

  1. Mortalidade infantil

Ao dar início às operações, problemas de montagem e/ou falhas de fabricação dos componentes podem ocorrer. Isto provoca a parada prematura do equipamento e a necessidade de substituição inesperada de componentes.

  1. Vida Útil

Neste momento as falhas nos equipamentos são conhecidas e já é possível prever determinadas falhas. A taxa de falhas nesta região é constante.

  1. Período de Desgaste

 Neste período a taxa de falha aumenta consideravelmente e surge uma necessidade ou de substituir o equipamento ou realizar uma reforma para que o equipamento retorne à região de vida útil.

 

A Confiabilidade na Prática

Existem modelos matemáticos que irão permitir o mantenedor calcular a confiabilidade de um equipamento ou mesmo de um processo. Contudo existe um detalhe que é mais importante que o cálculo deste indicador propriamente dito: é praticar ações que irão efetivamente evitar que seu equipamento quebre. Você deve está se perguntando quais ações são essas e eu irei te explicar.

Não adianta apenas medir. Mas sim criar ações que permitirão que seu equipamento execute suas funções. Ações como: garantir a execução do plano preventivo de manutenção, implantação de manutenção preditiva (mesmo com ferramentas básicas), instalação de equipamentos/componentes reservas (mais conhecido como by-pass), garantir que as atividades da carteira de serviços (ou back-log) sejam executadas antes que o equipamento pare… posso citar várias outras ações aqui. Mas estas já irão melhorar a confiabilidade do equipamento.

Garantindo a execução dos itens listados anteriormente de maneira eficiente você terá uma alta confiabilidade mesmo não medindo este indicador. Muitas empresas querem implantar indicadores com certa complexidade em medir e esquecem de atentar a pequenas ações diárias que irão fazê-la performar ainda mais.

Em suma foque nas atividades que certamente irão melhorar a disponibilidade física do equipamento e de maneira direta irá aumentar a confiabilidade do seu processo.

Medir um indicador apenas por medir só vai te mostrar o quão perto, ou não, você está de seus objetivos. Ações simples e diárias, sim, irão levar seu setor de manutenção a outro patamar.

Igor Silveira

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