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Planos de Manutenção

As 2 principais maneiras de atualizar um plano de manutenção

By 7 de outubro de 2019 No Comments

Tão importante quanto ter um plano de manutenção é atualizá-lo. Vou te dar alguns motivos para isso.

Sempre que uma máquina é comprada, junto com ela temos um manual de operação e manutenção. O plano de manutenção indicado lá é para uma operação ideal e para um ambiente que não necessariamente é o seu. Um exemplo do que estou dizendo é este: você tem um compressor que trabalha em uma siderúrgica onde o ambiente é muito agressivo e em um período de 24 horas. Outro trabalha em uma unidade hospitalar em um ambiente menos agressivo e em um regime menor. Você terá o mesmo equipamento atuando, porém, submetidos a processos de desgaste diferentes. Acredito que você irá concordar comigo que alterações podem ser necessárias no plano de manutenção.

Uma outra situação é que o equipamento irá sofrer desgaste com o passar do tempo. Esse fator irá muitas vezes exigir que controles sejam implantados para que a falha não ocorra. Estes controles podem ser da espessura de uma chapa de um misturador, ou as placas de um moinho de bola. Muitas informações como estas não são comuns de encontrar em manuais. Com isso deve ser atualizada no plano de manutenção conforme a necessidade exige.

Em alguns artigos atrás te falei como criar um plano de manutenção em 3 passos.

Fica comigo que agora irei falar sobre como atualizá-los.

Histórico e Rotina

Uma das maneiras mais eficientes de atualizar um plano de manutenção, assim como criar também, é utilizar informações extraídas da rotina de trabalho.

O inspetor constantemente vai até os equipamentos, inspeciona, conhece os ruídos, cheiro… com isso ele pode ir no PCM e solicitar uma atualização dos planos sempre que identificar algo de anormal. Quem conhece mais seu carro? Você mesmo! Ninguém melhor para identificar algo de estranho. Na indústria essa pessoa é o inspetor.

Porém não será sempre possível prever uma falha e com isso inserir no plano ações que as evitarão. Neste caso a atualização irá acontecer após uma falha acontecer, identificado o que a evitaria e posterior inclusão no plano.

Pode parecer muito simples e óbvio. Mas é!

O problema é que as pessoas não tem o hábito de fazer isso. A grande maioria das empresas trabalham corretivamente. Mesmo sofrendo com esta dor constantemente muitas vezes não trabalham para implantar um sistema de gerenciamento.

O RCM

O que é?

Do inglês, RCM significa Reliability Centered Maintenance, ou Manutenção Centrada na Confiabilidade.

O RCM surgiu na década de 60 na indústria aeronáutica. Dentre suas utilizações uma é revisar os planos de manutenção de uma planta.

FMEA / RCM

Algumas pessoas confundem a finalidade de cada uma dessas ferramentas. A verdade é que o RCM é uma derivação do FMEA. Em outros artigos iremos entrar a fundo na especificidade de cada uma.

Como implantar um RCM

O procedimento de implementação consiste em alguns passos:

  • Definir uma equipe multidisciplinar para realizar o trabalho (técnicos, engenheiros, operação, qualidade… pessoas de áreas diferentes que poderão ajudar a obter um melhor resultado).
  • Identificar a área ou processo onde será trabalhado
  • Identificar o equipamento
  • No equipamento encontrar os modos de falha no nível de conjunto. Quarto nível de cadastro de equipamentos
  • Colocar em prática os planos atualizados
  • Medir através de indicadores se o trabalho está sendo efetivo

Uma observação a ser enfatizada é que são levantados os modos dos efeitos de falha do equipamento. Maneiras como ele pode falhar e em seguida ações que irão informar como evitar isso.

Como medir a eficiência da atualização de um plano de manutenção

Alguns indicadores podem ajudar a avaliar a eficiência de um plano de manutenção após sua revisão. Isso vale para qualquer uma das duas opções acima.

MTTR (Mean Time To Repare)

Um deles é o MTTR. Traduzido para o português, significa Tempo Médio Para Reparo. Junto com a atualização dos planos temos a atualização dos procedimentos de execução das atividades. Quanto mais redondo estiver este procedimento, acesso aos recursos, mais rápida será a execução. Pense na troca de pneu de um carro de Fórmula 1. Quanto melhor e preparada a equipe estiver mais rápido será o processo.

MTBF (Mean Time Between Failures)

Outro indicador é o MTBF. Traduzido do inglês, significa Tempo Médio Entre Falhas. Ou seja, tempo médio entre duas falhas ocorreram. Quanto maior este indicador maior será o tempo de operação do equipamento sem falhar. Comparando este número antes e depois da implementação da atualização será possível avaliar a eficiência daquela melhoria.

Disponibilidade Física

A disponibilidade física do equipamento é para mim um dos mais importantes, simples e de fácil levantamento. Este indicador nos mostra quanto tempo o equipamento realmente esteve disponível para produzir. Define o tempo total de operação e exclui as paradas e perdas. Maior a disponibilidade, mais eficiente está o processo de manutenção de equipamentos.

Confiabilidade

A confiabilidade do equipamento nos diz qual a chance de um equipamento trabalhar como esperado quando o solicitamos. Quanto melhor for o processo de manutenção no que diz respeito a evitar paradas por manutenção (preventiva, preditiva, inspeção, lubrificação, dentre outros) maior será o módulo do indicador.

Cuidado!!!

Muitas pessoas querem mexer em um plano de manutenção, seja em qualquer um dos processos citados acima. Contudo cuidado.

Das ferramentas acima, o RCM é a mais elaborada e que exige um envolvimento de um maior número de pessoas. Não a utilize caso não esteja de fato executando suas ordens preventivas. O grande erro de muitas empresas é utilizar ferramentas complexas no momento errado. Crie seu plano, passe pelo primeiro processo e somente em seguida utilize uma ferramenta como ela. Isso se julgar necessário.

Já vimos muitas empresas que querem utilizar uma ferramenta no momento errado e sem expertise técnica para isso. Os resultados não aparecem, as pessoas ficam frustradas e as corretivas permanecem.

Segue o feijão com arroz como já mostrado no artigo anterior que auxilia na criação de um plano de manutenção. Crie um, após executar e atualizá-lo sempre que possível parta para as ferramentas de classe mundial.

O básico bem feito dá muito mais resultado que ferramentas complexas utilizadas de maneira errada.

 

 

 

 

 

 

Eymard Barroso

Author Eymard Barroso

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