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Análise de Criticidade, como fazer?

By 22 de setembro de 2019 No Comments

Se você trabalha com manutenção certamente já ouviu falar nesta palavra: criticidade!

A criticidade é um indicador que permite identificar quão crítico seu equipamento é para o processo. O resultado desta análise permite a gente certificar se a falha ocorrida no ativo de alguma maneira impacta diretamente ou não no processo produtivo.

Quer saber um pouco mais? Segue comigo que irei explicar mais detalhadamente.

O que é levado em consideração?

Segurança e Meio Ambiente

 A Análise de Criticidade é formada por um algoritmo que avalia separadamente alguns fatores e em seguida leva em consideração o conjunto para o seu resultado final.

O primeiro deles é a Segurança e Meio ambiente. Dentre as perguntas que temos neste item são:

  • A falha afeta a integridade física do homem?
  • A falha afeta o meio ambiente externo?
  • A falha afeta o meio ambiente interno?

Para cada um destes itens é avaliado se a falha afeta total, parcial ou não afeta as especificações desejadas.

Qualidade

A Qualidade, como já deve se esperar, diz respeito a qualidade do produto fim. Do que se vende na empresa.

As perguntas usuais para esta análise são:

  • A falha afeta a imagem da empresa junto ao cliente?
  • A falha afeta a qualidade do produto acabado?
  • A falha afeta a qualidade do produto durante o processo?

Da mesma maneira que na Segurança e Meio Ambiente, é avalizado se uma falha afeta total, parcial ou não afeta cada item especificado.

Condição Operacional

A condição de trabalho diz respeito a ao regime operacional do equipamento. São os itens avaliados?

  • O ativo é exigido 24 hs por dia?
  • A falha provoca interrupção total do processo?
  • Existe ativo reserva instalado?
  • O tempo de reparo afeta a entrega do produto?

Assim como os outros itens anteriores, neste também temos como resposta total, parcial ou não. No caso ativo reserva instalado é somente sim ou não.

Resultado da Análise de Criticidade

Como resposta do algoritmo temos 3 opções: criticidade A, B ou C.

Criticidade A

Indica que o equipamento é crítico para o processo. Deve ser utilizado o máximo de recursos possíveis para evitar que o ativo perca sua funcionalidade.

Com esse caso o ideal é utilizar as manutenções preditivas, preventivas, lubrificação e inspeções. Mas que fique bem claro: uma análise minuciosa deve ser avaliada individualmente. Muitas empresas não tem recursos para investir em uma manutenção preditiva. Contudo isso não quer dizer que se utilizar apenas uma preventiva resultados satisfatórios não serão alcançados.

Criticidade B

A Criticidade B indica que o equipamento é importante para o processo. Contudo uma falha não irá afetar diretamente na imagem da empresa ou segurança dos colaboradores.

Neste caso pode-se trabalhar apenas com uma inspeção e/ou preventiva.

A observação feita na Criticidade A é a mesma.

Criticidade C 

Por último a Criticidade C indica que uma falha neste ativo não gera impactos significativos no processo produtivo. Em alguns casos podemos assumir até a manutenção corretiva como estratégia. Isso mesmo. Vou te dar um exemplo:

Em uma planta em que trabalhei haviam 54 máquinas de solda. Destas somente 35 em média trabalhavam simultaneamente. Restavam então várias reservas.

Percebemos que era mais caro separar uma mão de obra qualificada todo mês para inspecionar a fazer a corretiva que era rápida e que possuía os materiais em estoque. Ou seja, assumiu-se a corretiva como estratégia.

Mas lembrando mais uma vez: cada caso deve ser avaliado separadamente.

A Análise de Criticidade no Melvin

No Melvin a Análise de Criticidade é feita respondendo as perguntas acima de uma maneira rápida e prática. Com o algoritmo já inserido na plataforma é possível identificar quais estratégias utilizar em apenas alguns minutos.

Bem prático não?

Você pode conferir fazendo o teste gratuito da plataforma em 14 dias. Confere lá!

Não deixe de fazê-la

Como enfatizado aqui, a análise de criticidade é uma atividade de grande importância na manutenção. Não deixe de efetuá-la, mesmo que você não tenha recursos para alguma estratégia mais sofisticada.

Primeiro que o mundo muda o tempo todo. Pode ser que amanhã sua empresa receba algum investimento e você já tem todo o detalhe de onde aplicá-lo.

Segundo que você pode mudar em empresa. Habilidades no currículo nunca são demais.

Eymard Barroso

Author Eymard Barroso

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