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A indústria 4.0

By 18 de dezembro de 2019 No Comments

Muito tem sido falado nos últimos anos sobre a Industria 4.0. Pra ser sincero com você eu acredito que algumas coisas são mitos e outras realmente realidade.

Para ajudar no entendimento disso, sugiro ler nosso artigo O Que É Manutenção. Digo isso pois tudo na vida é um processo, e alguns deles um pouco difícil de pular etapas. Mas vamos lá.

Quais as vantagens e desvantagens, mitos e verdades dessa nova tendência? Fique comigo que vou te dizer.

Afinal, o que é a Industria 4.0?

Hoje é uma realidade comum entre a gente a utilização de recursos que antes não existiam. Chamar um motoboy por aplicativo, alugar seu apartamento para ganhar uma renda extra, trabalhar como taxista sem ter um táxi, ou ainda pedir ração, remédio, comida ou várias outras coisas sem sair de casa.

Tudo está na nuvem. Hoje você tem todos seus arquivos, fotos, dados em um local de hospedagem. Podendo acessar de qualquer local do mundo. Basta apenas ter um sinal de internet.

A indústria 4.0 quer pegar todas (mais algumas inovações) e implantar nas empresas. Ou seja, instalar sensores em equipamentos onde haja um monitoramento em tempo real, esses dados vão para um banco, ou nuvem, onde são tratados e em seguida auxilia os responsáveis na tomada de decisão. Seja para uma atuação remota ou presencial.

Se você não entendeu bem, vou te dar um exemplo real agora.

Equipamento Motor Scan

Já é uma realidade hoje um equipamento de algumas empresas como WEG e ABB que permite a captação de alguns parâmetros de um motor elétrico e a visualização em tempo real por aplicativo em um celular. Como funciona?

O equipamento (vide foto) é acoplado a um motor elétrico. Através do aplicativo de celular é possível você identificar a rotação, corrente elétrica e temperatura. Com isso você determina os valores mínimo, ideal e máximo de operação. Além de obter estas informações é possível solicitar aviso caso algo anormal aconteça com aquele componente. Show, não é?

Detalhe: todas estas informações são armazenadas em uma nuvem permitindo que você tenha o histórico do componente. Estes dados permitem  que futuramente estudos, análise de falhas, alteração de parâmetros dentre várias outras ações possam ser realizadas.

Então temos aqui: sensor, o sinal wifi para capturar os dados, o armazenamento em nuvem e a indicação em tempo real em um aplicativo. E este é somente um exemplo de um componente em determinada situação. Já existem plantas cujo funcionamento é todo à base de sensor e sua operação pode ser feita de maneira remota através de sistemas supervisórios.

Se você é da área de manutenção, pode estar pensando em 2 coisas: muito bom isso. Mas não irá gerar desemprego?

A evolução da mão-de-obra na indústria

Existe um estudo que diz surgir 3 novas profissões quando uma tecnologia é criada. Com certeza o número de pessoas em uma fábrica irá diminuir. Contudo profissionais em outras áreas, como às que criam estas ferramentas e dão manutenção também serão demandados. Além disso, todo esse processo exigirá que as pessoas atuantes nas empresas sejam cada vez mais capacitas. Pois existirá pessoas que precisarão executar as atividades em campo. Mas muito mais pessoas que precisarão  mais saber interpretar aquilo que é identificado nos novos painéis de controle. Ou mesmo os aplicativos.

Ou seja, a necessidade de mão-de-obra irá migrar de uma área para outra.

Dados é o novo petróleo

Ao navegar hoje no Google, por exemplo, e buscar uma geladeira, logo o buscador irá identificar que você está interessado neste item e várias geladeiras irão aparecer por onde navegar. Ou você pode chegar em uma cidade e suas redes sociais irão sugerir você que faça o famoso “Checkin” indicando que você acabou de chegar naquele determinado local.

Todas essas informações hoje são muito valiosas pois permitem acelerar o processo de venda, ou captar suas informações para uma venda futura. Estes dados são guardados e comumente vendidos por empresas anunciantes.

De uma forma parecida, acontece na indústria. Imagina você tendo um banco de dados dos seus equipamentos dos últimos de 5 anos? E 10 anos? Você consegue avaliar no detalhe o comportamento de cada componente sujeito a condições especificas de temperatura, vibração e deterioração. Ao mesmo tempo, conhecendo bem seu equipamento. É possível trabalhar de uma maneira mais eficiente com o objetivo de evitar que seu equipamento falhe. Isso levará a um menor custo de manutenção, maior produção, maior faturamento e consequentemente uma maior competitividade no mercado.

Melhor ferramentas básicas bem implantadas à ferramentas de classe mundial mal utilizadas

A gente já falou aqui, mas sempre vale enfatizar. Ferramentas simples geram resultados. Ferramentas complexas podem gerar confusão e perda de foco.

Muitas empresas hoje trabalham de maneira corretiva, sem sistema de gerenciamento de manutenção, só no Excel. Não tem inspeção sensitiva nos equipamentos e muito menos manutenção preditiva. Faço a você uma pergunta: é possível implantar a gestão 4.0 nesta indústria?

Dificilmente. É preciso arrumar a casa antes, fazer o feijão com arroz para depois sim partir para um sistema mais complexo. Por este motivo acredito que no Brasil esse processo irá demorar acontecer e a inversão de necessidade de mão-de-obra como citei anteriormente não será tão rápida como em outros países.

Hoje no Brasil temos cerca de 314 mil pequenas e médias empresas, das quais 80% não tem um sistema informatizado de gestão, software, e 70% gostariam de possuir. Como já dizia meu avô, temos um pouco de chão para rodar ainda.

Busque informação e capacite-se

Tem o ditado que diz: “Enquanto uns choram outros vendem lenços”. Continue se capacitando, saiba quais são as tendências e o mais importante: seja o funcionário que sua empresa não gostaria de perder. Ou aquele que todas gostaria de possuir. Trabalhando desta forma todo o processo de atualização será mais simples e natural, As oportunidades virão e você estará preparado. Fica a dica!

 

 

 

 

 

 

 

Igor Silveira

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